Monday, March 20, 2006

Literariamente, a capacidade de inovar é directamente proporcional à arte de furtar

Mas o busílis continua a estar na arte.

“Se um escritor tem de roubar a mãe, nem sequer hesita; a 'Ode a uma Urna Grega' vale bem umas quantas velhotas.”
William Faulkner

“E assim é fácil, por um contraste notável, num dado espírito poderem ter operado as influências da leitura de Proudhon, de Cícero, de Vico, de Dante, de Baudelaire, de Renan, de Voltaire e de S. Agostinho: e daí, depois, criar-se uma entidade tão diversa destas entidades, em particular, que nenhum deles o teria por discípulo.
(…)
É por isso que compete ao escritor trabalhar a sua ideia, lapidá-la, poli-la, desenvolvê-la, facetá-la, de maneira que ela seja como que um grande elo em que se vão encatenar um rosário luminoso doutras novas, e que ela saia transformada deste vasto laboratório intelectual, por um processo misterioso semelhante ao do que faz a natureza, transformando da lagarta a borboleta, do carvão o diamante, e da ostra doente a pérola.
O escritor é um produto literário do seu tempo, das suas leituras, do seu temperamento, do seu estudo: – e obedece, mais que tudo ainda, à sua consciência e à influência do Sol sob que nasceu.”
Gomes Leal

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