Monday, September 04, 2006

Não está estafado, nem o poema nem o tema, e aliás a questão é: o que se faz a seguir a isto?

Levou-me o meu amado pelas câmaras da festa,
e era o amor o estandarte que ele abria sobre mim.

- Dai-me bolos de passas, reanimai-me
com maçãs.
Porque eu estou doente de amor.

O seu braço esquerdo está debaixo da minha cabeça,
o seu braço direito aperta-me
fortemente.


Suplico-vos, ó raparigas de Jerusalém,
pelas gazelas, pelas corças dos campos,
não acordeis, não acordeis o meu amor, antes que ele
o deseje.

excerto de Cântico dos Cânticos, tradução de Herberto Helder, ilustração de Marc Chagall

3 comments:

ângela said...

que bom revisitar-te e ao blog!
bjs

dama said...

Que bom receber-te cá!

Manuel Resende said...

C'est juste une connerie!

C'est très beau, mais, après ça, qu'en fait-on?

Fêtons?

Quoi, quoi?

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