Wednesday, May 31, 2006

1º DE JUNHO: Quando eu for grande eu não vou combater

Como eles somos livres



de voar / de dizer / de crescer: em diante, um bocado ao lado, até um poucochinho para trás, e quase sempre em ziguezague (porque é o único programa que os meus pais me deixam ver na TV, embora não saibam que eu às vezes faço zap para a Floribela)

PUB - Estaleiros de Literatura


ESCRITA CRIATIVA NA FACULADE DE LETRAS DE LISBOA
21 de Junho

No âmbito do 9th International Conference on the Short Story in English, organizado pela Faculdade de Letras de Lisboa em conjunto com a Society for the Study of the Short Story, vão funcionar seis oficinas de escrita criativa orientadas pelos seguintes escritores:

Ana Castillo (“Unfinished Pieces: Keep or Trash?”)
Amiri Baraka/Leroi Jones ("Culture, Language, Fact, Fiction, Media")
Francine Prose ("Reading like a Writer.")
Katherine Vaz (“Portuguese & American Writing”)
Robert Olen Butler (“Creating Fictional Art”)
Rui Zink (“Lá vamos contando e rindo/“Snow White and her 7 shortcuts”)

Informam-se todos os interessados de que a inscrição nas oficinas, de três a quatro horas em blocos de manhã e à tarde, é de 50€, e independente da inscrição no congresso.
Para consultar uma breve descrição do tema de cada uma, bem como para descarregar o boletim de inscrição poderá visitar a página do Congresso.
Para mais informações ou esclarecimentos (designadamente sobre o custo, que não tem taxa de registo tardio, ao contrário do que a página pode indicar, sendo antes o que acima se discrimina), contactar via email shortstory2006@fl.ul.pt

Monday, May 29, 2006

Dar o Salto




Imagem delicadamente transviada deste acervo. Porque há furtos brancos no comércio do espírito.

Saturday, May 27, 2006

A Net voltou!

E nós, cara dama, somos relapsos.



COTTAGE STREET, 1953

Edna Ward, tal fénix que um guarda-fogo encobre
Debruça-se no bule de Cantão, e verte
Chá à medrosa Sylvia Plath, depois sobre
A acanhada filha, mim e minha mulher,

Quer saber se o tomamos quente ou morno,
Indaga se com leite, lima, ou um cheiro.
Já a visita nos parece tensa e enorme
E cada um à vez lhe diz nossos desejos.

É meu encargo ilustrar a boa sorte
Do poeta publicado, para animar
A Sr.ª Plath, após ter cobiçado a morte;
Mas sinto-me tolhido e incapaz de dar,

Sou um canhestro salva-vidas, que encontrou
Uma miúda devolvida pela maré,
Que, ao largo, imensamente se afundou
E fixa assim a água, com olhos de pérola.

Tão fundo disse não, e tão vácuo agora
Recomendar-lhe, neste delicado entrecho,
A vida, de uma tarde de Verão, embora
O ocaso em brando lume acene o seu desfecho.

E dentro de quinze anos morrerá
Edna, aos oitenta e oito verões duma
Graça e bravura sem direito a lágrimas:
A esguia mão esticada, o amor a palavra última,

Sobrevivendo a Sylvia, à vida sujeita,
E a mais dez anos de labor, com tanto custo,
Até dizer que não enfim, um não perfeito,
Em poemas inquietos, livres e injustos.

Richard Wilbur (1921 - ), com texto de partida em inglês aqui, onde se explica que Edna Ward era sogra do poeta e amiga da família de Sylvia Plath.

Thursday, May 25, 2006

OBA

vou ganhar uma trotinete!

Saturday, May 20, 2006

Trans-poética



HOTEL LOUNGE

Entre vocês e eu na arriscada
via rápida dos artistas há
um baldio de línguas que se
tresmalham incandescem e internamente
queimam os ouvidos: pares poetas eu
lamento discordar mas
sendo
a poesia
o que perde a tradução
há então mais importantes coisas
que guardar e eu não vejo forma
outra de sair deste férvido ruído
senão o esforço extreme e distendido
no transporte de chegarmos.

Quão arriscadamente – é o nodo
central desta questão – nos dispomos
a correr entre as línguas a arder
e se escrever vale de outro modo.

Por exemplo o nosso lounge
no hotel, pode ser um espaço
franco de chegarmos face
a face? e caso isso suceda
é prudente
defendermos a cilada
do comum e do corrente?

Pares poetas eu lamento discordar
mas na arte vejo alvos desiguais:
ter em vista o chegarmos a outrem
ou escudar a perda que se arrisca
e para mim é o primeiro que convém.

E mesmo assim no lounge do hotel
se enfim depositamos os punhais
no parapeito do balcão – rondando
estrangeiros num abrigo as bebidas
e as pontas de vidas e cigarros –
será jamais possível emalhar as nossas
línguas sem cair no brejeiro trocadilho
e no perverso lenocínio de um verso?
e vão tomar-me por aquilo que eu sou ou
por aquilo que em mim miram e pode haver
uma outra via de sair a via
de fazer um esforço mútuo
de mudar-nos e folgar quando falamos
o freio do orgulho de ser únicos?

Embaraça-me, pares poetas, discordar
do vosso tão distinto parecer
mas agradeço todavia essas vias
lenitivas no encontro de chegarmos
à provisória e aturdida comunhão
entre o médio-transitivo território
de um lounge num hotel.

Thursday, May 18, 2006

e o teu barco negro dançava na luz

outro poema de Ady Endre traduzido por Ernesto Rodrigues, e que foi silenciado por alfnete, apesar de ter andado a rondar a página



MULHERES NA PRAIA

Estavam na praia mil mulheres,
tendo seus lenços, e com flores,
que soluçavam nos adeuses,
e eu no barco jubilei.

Veio crepúsculo; em névoa,
estavam na praia mil mulheres.
Mas inda vi os lenços delas,
mas as flores inda caíram.

Veio a noite e escureceu,
como o passado, qual vingança;
estavam na praia mil mulheres,
e eu no barco que chorei.

Porque não via já nenhuma,
nem sequer lenços, flores sequer,
e ouviu-se assim, qual numa história:
«Estavam na praia mil mulheres».

Tuesday, May 16, 2006

Sobre literatura, geopolítica, e os limites do conhecimento da linguagem


e porque acabo de ler agora, e porque até pode vir a propósito de uma velha questão sobre as representações de Paris (ver comentários a este post), desta feita mais propriamente sobre essa cidade-artefacto que até há bem pouco tempo pôde ser uma “improvável síntese do asilo político e da consagração artística”, nas palavras de Pascale Casanova, autora do estimulante livro La Republique Mondiale des Lettres (Paris: Seuil, 2004). De sua segunda mão cito o seguinte relato de uma “excursão a Paris” do escritor jugoslavo Danilo Kiš (1935-1989):

“De súbito percebo nitidamente que não construí a Paris dos meus sonhos a partir dos franceses, mas que – de modo estranho e paradoxal – foi um estrangeiro que me inoculou o veneno da nostalgia (…) Penso em todos esses náufragos da esperança e do sonho que lançaram ferro num porto de salvação parisiense: Matoš, Tin Ujević, Bora Stanković, Crnjanski (…). [Endre] Ady, porém, foi o único que conseguiu exprimir e pôr em verso todas essas nostalgias, todos os sonhos dos poetas que se prostraram diante Paris como diante um ícone. (…) Não cheguei a Paris como um estrangeiro, mas como alguém que vai numa romaria às paisagens íntimas do seu próprio sonho, para uma Terra Nostálgica. (…) As vistas e os asilos de Balzac, o “estômago de Paris” naturalista de Zola, o spleen parisiense do Baudelaire dos Pequenos Poemas em Prosa, bem como as suas velhas e as suas crioulas, os ladrões e as prostitutas no perfume amargo d’As Flores do Mal, os salões e os fiacres proustianos, a ponte Mirabeau de Apollinaire (…), Montmartre, Pigalle, a place de la Concorde, o boulevard Saint-Michel, os Campos Elísios, o Sena (…), tudo isso não mais do que puras telas impressionistas salpicadas de sol cujos nomes aqueciam o meu sonho (…) Os Miseráveis de Hugo, as revoluções, as barricadas, o rumor da história, a poesia, a literatura, o cinema, a música, tudo isso chocalhava e fervia, ardendo-me na cabeça muito antes de ter posto os pés em solo parisiense.”



Sobre Endre Ady (aqui retratado por Josse de Pauw), o tal estrangeiro que ensinou Paris a Danilo Kiš (tantos antropónimos limítrofes e enigmáticos, em contraste com a reconhecível fisiologia da banca central dos valores literários de Paris, acima evocada…), encontrei a seguinte informação, repescada do site “A Poesia dos Calendários” da Assírio e Alvim: “Poeta húngaro, nascido em Érmindszent, que com seu lirismo poderoso e de exaltada sinceridade renovou a literatura e a vida cultural de seu país. De uma família de aristocratas calvinistas empobrecidos, começou a estudar direito em Debreczen. Publicou seu primeiro livro, Versek (1899) e mudou-se para Nagyvárad, hoje Oradea Mare, chamando a atenção como veemente publicista liberal. Com a sua amante Leda, morou em Paris (1904) e no ano seguinte, já em Budapeste, colaborou na revista Nyugat que reuniu a vanguarda modernista. Com uma linguagem toda particular, de intensidade explosiva e revolucionária, trouxe na sua obra uma mensagem de denúncia político-social e patriótica, tornando-se o símbolo da rebeldia, do inconformismo e de hostilidade aos conservadores de todos os estilos e propósitos. Morreu vítima de uma pneumonia, em Budapeste, e o melhor da sua lavra poética apareceu nos seus versos de acentos apocalípticos, como em Új versek (1906), Vér és arany (1907), Az Illés Szekerén (1908) e Szeretném, ha szeretnének (1909), e em livros como A Menekülö élet (1912), A halottak élén (1918) e o póstumo Az utolsó hajók (1923)”. Dele encontrei também este poema, traduzido por Ernesto Rodrigues para a Antologia de Poesia Húngara editada pela Âncora em 2002. À falta de referências culturais, lamento que seja uma composição para mim ininteligível, mas não soa mal:

Eu sou filho de Gog e Magog,
contra portas e muros em vão bato,
sem deixar de vos perguntar:
pode-se chorar abaixo dos Cárpatos?

Vim p'lo célebre caminho de Verecke,
soa-me inda aos ouvidos velho canto húngaro;
posso irromper de junto a Dévény
com cantos novos de tempos novos?

Chumbo vertam nos ouvidos fervente,
eu serei o novo cantor Vazul;
não oiça da vida os cantos novos,
pisem-me rude e cobardemente.

Mas, até lá, chorando entre penas,
nada esperando, em novas asas voa o canto;
e quando Pusztaszer maldiz cem vezes,
é inda vencedor, e novo, e húngaro.

Monday, May 15, 2006

Desejo



ter uma querida fofinha
gatinha Teresa
que não faça mal a ninguém
e que seja toda minha

Gomes Leal e o Publicismo das Vanguardas

ÁGUA FURTADA D’UM ORIGINAL

Eu moro altivo e só numa trapeira,
Onde as penas das pombas deixam rastros;
Exposta todo o dia à soalheira…
E onde passo dormindo a vida inteira,
Nas vizinhanças límpidas dos astros!

Como na era feliz das serenadas,
As graves castelãs nos seus balcões,
E góticas varandas recostadas…
– Vejo, em baixo, passar as cavalgadas,
Os enterros e as lentas procissões!...

Professo o culto só do far niente
Deitado, todo o dia, num colchão…
Na posição imóvel dum vidente…
Fumando o meu cachimbo, eternamente,
Com os tranquilos modos dum sultão.

Ó filhas do spleen malfadadas
Vãs poesias sem razão nem senso!
Ó sebentas do estudo empoeiradas,
E tristes quais sultanas desprezadas,
A quem o grão senhor não deita o lenço!...

E vós teias d’aranha inquietos
Tecidos, onde o sol brilha e seduz!.
Ó musas que inspirais os meus sonetos!
Qual foi o deus, ó astro dos meus tectos!
Que vos criou ao seu fiat lux!?

Ali tenho um cachimbo de cigano
Sobre uns versos que fiz a uma Felícia…
E onde pus um retrato de Trajano,
Dentro dum casacão diluviano,
Sofrendo como César de calvícia!

Nas paredes estão frases simbólicas,
E aqui e ali borradas a carvão:
Uma Vénus com ar de grandes cólicas,
Um santo dumas barbas apostólicas,
E dois frades jogando o bofetão!

Mais ao pé, tenho as cartas de namoro,
E uma Bíblia mui velha onde no fim…
Se pinta o Padre Eterno, em nuvens d’ouro…
Tendo num grande pé chinelo mouro,
E vestido com ar de mandarim!...

Defronte ri sinistra uma caveira,
A que pus uns bigodes de cortiça…
E dum truão a loura cabeleira…
E me acompanha a rir da vida inteira
Como um Marte do Papa ajuda à missa!

Ao lado mora-me um vizinho manco
Que faz dos sinos único regalo…
E goza da união dum saltimbanco,
Que anda pintado de vermelho e branco,
E toda a noite canta como um galo.

Defronte uma vizinha costureira,
Doce lírio que treme a um vento vário…
Que canta a manhã toda e a tarde inteira…
E tem deixado cá para a trapeira
Duas vezes fugir o seu canário!...

Toda a noite o sineiro tem secretos
Desejos de espreitar como é que eu passo!...
Imita o som dos sinos indiscretos…
E canta, numa voz que abala os tectos,
Ao som das cambalhotas do palhaço!

E assim eu vivo só numa trapeira…
Onde as penas das pombas deixam rastros…
Exposta todo o dia à soalheira,
E onde passo dormindo a vida inteira,
Nas vizinhanças límpidas dos astros.

Gomes Leal, Claridades do Sul, 1875.



Em prospectivo tributo à Revista de Literatura, Música e Artes Visuais, cujo nº 9 amadurece em Maio (foto alusiva em cima, e mais informações aqui) e que, além de patente em bancas selectas, pode ser encomendada por este mail: jup@jup.pt
aguasfurtadas: imprescindíveis para uma nítida ofuscação de paisagens.

Friday, May 12, 2006

d. A. (depois de Adília [Lopes])

enquanto tais poetisos obscuros
tanto mais
precisa a desassombrada poeta

Sunday, May 07, 2006

do teu nascimento

como eu palavras busco que pensar
o amor que em dor se haure e me sufoca
meu leite busca brusca tua boca
do ventre que acabou de te soltar,

me assalta primitivo o incontido
materno sentimento imprevisto
dos corpos fluidos mútuos e vertidos
que um no outro se acham repetidos;

e se recolhe enfim teu cenho feio,
teu choro sem governo no meu colo
sossega e dá lugar, sugando o seio,

a um semblante humano que consolo.
De ti esperei tudo e agora isto:
que em ti o excesso meu se ache visto.

Thursday, May 04, 2006

Rogério Rola

ARTESANATO

Quantos anos dura o elefante?
Ainda jovem o elefante parece
um animal muito velho.

Às vezes cantamos
Se um elefante incomoda muita gente
dois elefantes.

O elefante pressente quando vai morrer
o elefante busca paciente
o lugar da sua morte.

Os olhos húmidos a tromba flácida
o elefante morre em silêncio.
O elefante deixa só os dentes

que encantados compramos na feira.
E os dentes do elefante enfeitam
as estantes das nossas casas.













Rogério Rola é professor de Português no ensino Secundário. Nasceu em 1961, passou os primeiros anos da sua infância em Moçambique

Wednesday, May 03, 2006

Revista do Portugal da outra senhora

A propósito do primeiro número, dedicado a Afonso Henriques, da história infatilóide da nação que está a ser publicada serialmente pelo Expresso na colecção “Era uma Vez Um Rei”, já aqui o Camarada D deixou pertinentes considerações, a que se podiam acrescentar ainda mais, como o maniqueísmo racial com que se perpetua a versão heróica da vitória dos pequenos e honrados portugueses contra os numerosos e avassaladores mouros. Mas é sobre o nº 4 da referida colecção, dedicado a “D. João I, O de Boa Memória”, que gostaria agora de ventilar a minha fúria de feminista compulsivamente pirómana de soutiens (cf. comments a este post). É que, relativamente a duas das mulheres mais interessantes da nossa história que marcaram este período, Leonor Teles (dita “a aleivosa”) e a lendária padeira, aka Joana Brites de Almeida, que abateu sete espanhóis saídos de um forno de Aljubarrota, o livro - caucionado, tal como os restantes, pela “revisão científica” [sic] da Associação de Professores de História, escrito por uma donzela finalista de Psicologia (!!!), narrado pela consorte dum intelectual socialista, e com ilustrações do filho dum poeta da intervenção pela liberdade de Abril - mantém uma impávida omissão. Em contrapartida, numa das canções festivaleiras que pontuam assiduamente esta série, só uma figura feminina é digna de singularização nominal, D. Filipa de Lencastre. E nestes termos: “[D. João] Casou com D. Filipa, / Rainha e mãe virtuosa / Que educou bem os seus filhos, / Sendo honesta e caridosa.” Concede-se ainda, noutra das cantigas, a que festeja a Batalha virilmente chefiada por Nun’Álvares (com esta pérola versejante do cançonetismo popular, “Com a táctica do quadrado / Damos conta do recado”), dar voz ao feminino, mas, não surpreendentemente, em indistinto coro e contraponto de “mulheres”. E que cantam elas? “– Lá estão os nossos maridos / Nos campos, a combater. / Façamos uma sopinha, / Para melhor os receber…”



Face a isto, com masoquista ansiedade, aguardo ardentemente o único número da colecção dedicado a uma gaja que, à falta de melhor varão, conseguiu trepar à hierarquia do trono: “D. Maria II – A Educadora”. É o décimo primeiro. Se é mãe, ou pertence ao grupo de risco das que podem vir a sê-lo, faça já a sua reserva. Sob pena de descurar a cultura genérica de suas filhas e filhos.

(foto: insígnia das enfermeiras da Cruz de Aviz)

Monday, May 01, 2006

Confissões de uma infanta que diz que eu não posso ser menina



Eu não tenho culpa de pistolas
Não tenho culpa de espadas
Tenho culpa de portas
Tenho culpa de casas

O meu coração descolou-se

Fórum de caracteres russos



Raskólnikov said...

sibéria natal tristeza e que frio meu deus
com todo o respeito andou mal fiódor mikháilovitch na sua busca
do cristo moderno ao
eleger-me e depois de eleito ao abandonar-me
Semicrucificou-me apenas
quando eu queria morrer
pelos homens. Deu-me a Sónia a quem lavei os pés mas não salvei e não provou que pelo sofrimento
se chega ao amor
Deu-me um pouco da sua epilepsia
e a alergia ao cheiro das tintas que me traiu na esquadra é verdade
para cumprir o que estava no Livro
mas não bastou não me sinto
seu filho nem salvador de nada
apenas o triste mortal
rodion dito o Raskal

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